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O Discurso

HISTÓRIA DA PARADOXON PRODUÇÕES


A Paradoxon Produções surgiu no Algarve, em Lagos, no ano de 1997


Um conjunto de jovens entusiastas pelo cinema decidiram formar esta pequena produtora independente com o intuito de produzir e realizar curtas-metragens.
A concepção deste projecto teve como seu principal impulsionador, o então jovem Hernâni Duarte Maria que propôs a todos a elaboração de um projecto de cinema para o Algarve, com o objectivo principal: a realização de curtas-metragens. E sobretudo a implementação de uma pequena produtora de cinema numa região onde esta área era praticamente inexistente e que ainda hoje persiste. É rara a divulgação de jovens cineastas na região, onde impera o turismo e pouco mais.
Inicialmente o projecto decorreu de uma forma amadora, com a realização de pequenos filmes experimentais onde se verificava as potencialidades de cada um e a pouco e pouco foram desenvolvendo uma mais apurada técnica de filmar e de composição estética dentro da Paradoxon Produções.
Os primeiros filmes foram realizados em 1997, e durante um período de 3 anos desenvolveram objectos fílmicos de experimentação, tanto de imagem como de som.
No ano de 2000 surge o primeiro filme a sério, “Dissimulados“, concebido para a semana Maio Jovem realizada em Faro pelo Instituto Português da Juventude onde o tema a abordar era a sexualidade na juventude. Ao realizar este pequeno filme sob uma temática pedagógica a Paradoxon Produções consegue obter o seu primeiro prémio neste concurso local de curtas-metragens. Foi a primeira realização a sério de Hernâni Duarte Maria.
A partir desta altura a Paradoxon Produções é reestruturada, saem elementos que pertenciam inicialmente ao projecto e entram novos elementos. Entra Pedro Noel da Luz como operador de imagem e director de fotografia, e realizador..
De 2000 até hoje muita coisa mudou na Paradoxon Produções, ao longo destes anos realizaram-se e produziram-se várias curtas-metragens, todas elas seleccionadas para vários festivais de vídeo e cinema em Portugal e no Estrangeiro.
Uma das características da Paradoxon Produções é a concepção fotográfica dos seus filmes, tanto no aspecto técnico, na execução dos planos das curtas-metragens e sobretudo na fotografia a preto e branco.
O preto e branco foi adoptado em 2004 para a realização da curta-metragem “Pausa“, e mantém-se até hoje, esta característica ao gosto pela fotografia a preto e branco, e também pelo preto e branco colocar mais dramatismo nos filmes e dar mais ênfase ás personagens. O preto e branco dá ao espectador uma visão mais fria e crua do filme e coloca-o num ponto de vista emotivo e mais próximo com o que realmente se quer transmitir através da utilização da fotografia a preto e branco. É uma marca representativa da Paradoxon Produções.
Ao longo destes anos nem só de filmes viveu a Paradoxon Produções, também a vertente cultural e de divulgação do cinema independente teve sempre presente. Com o apoio do Espaço Jovem em Lagos desenvolveu-se várias mostras de cinema e extensões de festivais onde tinham participado. Numa cidade onde o cinema é inexistente criou-se uma plataforma de divulgação de um cinema pouco conhecido, as curtas-metragens. Desde uma extensão do Festival Internacional de Vídeo do Algarve, ao Videolab Coimbra, ao Festival de Super 8mm, Faro Capital da Cultura, mostra de curtas-metragens locais, todos estes eventos tiveram como pressuposto a divulgação do cinema de curta-metragem.
A Paradoxon Produções actualmente é constituída por Hernâni Duarte Maria (membro fundador e realizador), e Pedro Noel da Luz (direcção de fotografia e realizador ).
Os filmes continuam a ser o principal objectivo da Paradoxon Produções, o de continuar a produzir e a realizar curtas-metragens, mas também os festivais de cinema, a divulgação do cinema no Algarve, a concepção de mostras de cinema independente e de extensões de festivais de cinema para o Algarve.
A Paradoxon Produções continua o seu caminho traçado desde 1997, o cinema e sobretudo a divulgação do cinema como cultura e arte, e enfatizar e divulgar os jovens cineastas portugueses onde estão incluídos, não obstante a dura tarefa de conseguir produzir e realizar os filmes, num país onde as pequenas produtoras estão abandonadas, é imperativo para a Paradoxon Produções continuar os seus trabalhos quaisquer que sejam os obstáculos a transpor.
Charlie Chaplin dizia “…num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação”. E, é com este pensamento que a Paradoxon Produções continua a sua caminhada no preto e branco, no claro e no escuro do cinema independente.

Assinado:
Hernâni Duarte Maria
Pedro Noel da Luz